segunda-feira, 21 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O inferno são os outros, sou celestial!
Trecho de uma videoarte do "Nem coletivo" em edição. Estava eu, inocentemente passando pelo Largo da Carioca,quando fui condenada.Eu e outros passantes.
domingo, 23 de maio de 2010
Domingos rendem bons diálogos
"Hum?"
"Uma frase,ném."
"Puta que o pariu."
"Não vale,não é frase isso...!"
"Então... Tarantino disse que sou autêntico e sexy."
"De onde tirou?
"De um sonho. Sonhei que meu pai dizia isso com um sorriso nos lábios, uma alegria nunca antes vista. Ao menos não por mim. No sonho meu pai era gay."
"Nunca sonhei nada parecido, acho que fiquei com inveja. Invejinha branca,mas ainda inveja."
"Inveja de uma merda dessas? Vc não tem nada pra estudar,não?!"
"Tenho. Tenho mil coisas pra estudar, pra ler. Seminário semana que vem pra eu apresentar. Bate um medo de fazer a coisa ficar sonolenta. Falando nisso, vc estará lá! Me ajude?"
"Como,porra?"
"Ah... sei lá, poderia manter um semblante feliz, uma cara de satisfação, aquele olhar de quem vai à churrascaria sem culpa."
"Certo! Ainda que esteja ruim, demonstrarei interesse. Se depender de mim, será doce. Garanto!"
"Valeu,querido!"
"De nada,ném. Mas sabe que sou crítico,né? Se for ruim, vou te falar depois."
"Portanto que seja depois..."
"(...)"
"Mas, qual a finalidade da pergunta? Da frase?"
"Ah, foi uma maneira de estimular a imaginação, de puxar algum assunto que pudesse virar um texto. Um brainstorm despretencioso.Preciso escrever mais, o corpo sente falta"
"Brainstorm despretencioso!Adorei! Mas, sinceramente, não tem tradução em português pra brainstorm,não?!"
"Creio que não, mas vou inventar. Prometo!"
"Por Favor! Terrível esse anglicismo, essa dependência forçada.Minha língua pátria,mas..."
"É, eu sei. Tem alguma coisa pra comer?"
"Canja e vinho branco. Vai?"
"Puta merda! Nem um franguinho?"
"Dentro da canja..."
"Diz uma palavra?"
"Inglês, português ou alemão?"
"Sua escolha."
"Ah Rachel...! Nefasto."
"Boa!"
"Preciso dormir 10 minutos."
"Dou graças à Deus por não ter nascido pinguim."
"Hein?"
"Tá na parede, ali."
"Ó, tem canja. só esquentar."
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Performances
Após um período de maturação das idéias, decidimos ir pra rua, aproveitar o ambiente relacional em sua excelência. Esquinas que cospem pessoas em pressas plurais, até mesmo em um sábado de sol em Copacabana, que contam histórias ressecadas no silêncio das passagens diárias, que abrigam moradores de rua mais simpáticos que a fina flor bem alimentada, bem comida e bem paga. Impressionante! A zona sul não rende, não flui bons trabalhos. Geralmente quem para e interage, está de passagem pelos bairros, não são moradores. A grande vedete de um dos trabalhos foi um panfletista figura, que parou e fez praticamente um stand up comedy diante das câmeras.
Enfim, as performances foram: "Subversos e Frases" sem ponta em Copacabana e "Checkpoint" na Gávea. Duas propostas diferentes em que mergulhei e das quais falo mais detalhadamente qualquer dia desses.
domingo, 9 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Pera aí,tá?!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
É nóis,ném.
Raphi(antropólogo,ator,diretor de teatro e performer) e sua pesquisa: "Uma investigação multi-disciplinar da estética do espaço público urbano, da sua relação com a prisão, e dos efeitos exercidos nos dois por projetos de reforma urbana. Com foco no Choque de Ordem, projeto atual de reestruturação no Rio de Janeiro, o estudo apresentará uma análise de estrutura e funcionamento social do espaço público urbano e da prisão. Terá como base prática o desenvolvimento de oficinas e performances colaborativas criadas com “não-atores”, participantes sem reconhecimento nem treinamento formal como artistas, mas que pretendem se expressar através de um trabalho artístico. Essas colaborações artísticas, realizadas tanto na rua quanto na prisão, darão acesso à expressão pública para presidiários e para os principais alvos das atuais reformas urbanas, como vendedores ambulantes. Através da mistura de diferentes metodologias, por exemplo a utilização de performance pública como meio de análise social, o projeto apresentará uma leitura alternativa da estrutura, história, e funcionamento da metrópole."
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Salve!
terça-feira, 20 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Do comentário ao texto
Olha,a mim parece um processo catártico. Parece que é você processando todos esses dias cheios de informações, o desastre, as amigas, a suspensão doida da rotina,a morte do conhecido desconhecido... A chuva como catarse. Tá bem íntimo, diferente do que usualmente escreve. Gostei dessa cara.
Pra terminar com uma confissão: Essa coisa toda que tem acontecido por aqui, no Rio, junto com umas questões minhas, me deixou bem triste, com uma sensação de não pertencimento, de desajuste, de falha. Acho que o caminho da sanidade deve ser esse mesmo, surtar, realocar uns troços e jogar fora uns outros. Um viva à quebra!
Beijo.
O texto:
http://heykpimenta.blogspot.com/2010/04/chuva.html
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O de sempre é diferente.
Hoje percebi um grão de milho, desses de pipoca, no chão do quarto. Embora pequeno, causava um desconforto infantil ao vê-lo ali, inerte e sem função. Passava em meus afazeres sem deixar de olhar e, por vezes, pisar. Como não me furtar à sua trajetória possível, às circunstâncias que o impuseram o destino, o acaso ou o grande sei-lá- o -quê a participar da minha vida? Quantas crianças o desejavam crescido e com manteiga? Quantos pubescentes insuportáveis amansariam a ansiedade latente afrontando-lhe as mandíbulas em flor no escuro de um cinema? Quantos? O vasto mundo das possibilidades e suas questões mais comezinhas. A vida pela vida. A falta de sentido absoluta e a abertura a interpretações mil.
Eu, arrebatada por um milho, já velho, no chão. Eu, desprezando a lógica do acaso e de análises combinatórias capazes de explicar o etéreo, me prendia à poética do nonsense, à poética da poesia por si só, à centelha do nascimento e morte das melhores intenções. Senti que não era capaz de tamanha doação, assim, a quem não se conhece. Senti a limitação trabalhada no medo e nódoas que o tempo nos oferta, senti que minhas defesas me faziam, àquele momento, pequena. Creio já ter sido melhor. Eu, tão intuitivamente versada em sílabas e amor incondicional. Eu, que só tenho a respiração.

