Aos meus dois ou três leitores agradeço a não-deferência e incentivos, críticos ou apenas afetivos. Veja bem, não quero dizer com isso que o afeto seja menor. Só quis dizer o que disse e nada mais. Voltando... agradeço de verdade! Desde o início do mestrado só escrevo coisas que não consigo terminar e quando escrevo, vem de uma vez só, sem maturar, sem o tesão das insônias-de-meio-de-semana, aquelas em que se passa toda uma madrugada em claro para completar uma frase e viajar nas possibilidades textuais. Mestrado, doutorado e laiás acadêmicos sugam mesmo. Sim, foi escolha. Sim, estou feliz com isso, mas sugam e sugam e mais uma vez...ai. Não só o tempo das tardes, mas o mental. Gosto de mergulhos, esse tem sido um.
Ouço coisas lindas e algumas cobrancinhas de retorno mais contundente, mais dedicação à uma das únicas coisas que faço razoavelmente bem. Só hoje, só verdadeiramente hoje, tive aquele estalo de renovação, vontade de escrever. O tesão inicial das paixões. Só hoje, lendo o Diário Rosa de Lóri, da Hilda (Hilst). É maravilhoso e me sinto como a menininha da foto-eu, borrando a cara toda de baton da mãe para dançar quadrilha com o Juquinha da 301 e depois tentar frear o amor infantil no colo do meu pai, comendo salsichão, torrado.