sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Na Rua

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;" (Art 5º, IX/ Constituição Federal)

sábado, 19 de dezembro de 2009

Subversos e Frases sem ponta



Subversos e Frases sem ponta é uma intervenção nos códigos visuais e gestuais da urbanidade, propõe-se espalhar lambe-lambes pelo centro da cidade, em locais próximos às instituições de arte e distribuir panfletos com frases que mimetizam essa prática comercial do mercado informal urbano. Panfletistas que, ao invés de oferecer um lugar onde vende-se ouro, oferecem uma quebra, um antifluxo mental poético e político.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

R/C


Dia 16 de 12:00 até 15:00 nas imediações do CCBB acontecerá "Subversos e Frases sem ponta". Eu e Cassia ávidas por sua presença!
Detalhes: http://www.marginaisherois.blogspot.com/

domingo, 6 de dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Qual?

Qual o espaço do suburbano no mercado de arte?

domingo, 22 de novembro de 2009

Num passado recente

Parte do espetáculo do Bailarino e Coreógrafo sul-africano Boyzie Cekwana.

Longa conversa, profundos devaneios pela madrugada da Lapa e idéias de possíveis trabalhos. Coisa feita pra dar saudades...
Eu, Boyzie e Morena.


Awilda Polanco, a bailarina dominicana quase carioca.

Mini- Boyzie, o sobrinho do cara, que também sabe dançar.

Damares, a amazonense domadora de botos e Didine e o humor agridoce
de El Salvador. rs

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Casório

À sombra da nuvem bege quase cinza clara, azul

Resplandecentes olhos inebriados de fogo e metal gelatinoso-vivo.

Tesão gosto acre às quatro, da manhã, de quase raiando dia novo sobre o velho pós-amanhã de “juntos para Sempre até que a morte os separe” em vida.

Acaju de sensações pasteurizando a pele pós-coito pré-nupcial

Que lambe

Lambe

Lambe

E chupa

Convenções pardas domingo dia de missa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Choque de ordem no teatro de rua

No próximo dia 05 de novembro, Dia da Cultura, a partir das 17h, na Cinelândia, Centro do Rio, artistas, grupos e companhias dos principais coletivos de artes cênicas do Estado do Rio de Janeiro, integrantes da Rede Estadual de Teatro de Rua, realizarão um Ato Público em prol da liberação dos espaços públicos (ruas, praças e jardins) para o livre exercício do ofício dos artistas/trabalhadores de rua. Com a ilustre presença do Mestre Amir Haddad, o Ato Público será uma forma teatral dos coletivos de Teatro, Circo, Música e Dança, atuantes em todo o Estado do Rio de Janeiro, se manifestarem contra a postura administrativa do prefeito Eduardo Paes em relação a proibição das manifestações artísticas nos espaços públicos.

A concentração para o Ato acontecerá a partir das 16h, na Cinelândia, Centro do Rio, ao lado do Theatro Municipal. O cortejo seguirá em passeata até a Câmara dos Vereadores. Desde que instalou-se a iniciativa da atual administração da cidade do Rio de Janeiro intitulada "Choque de Ordem", os artistas, trabalhadores, fazedores de cultura em espaços abertos, estão sendo, de forma agressiva, impedidos pela Guarda Municipal de exercer o seu ofício, ferindo os direitos de liberdade de expressão, resguardados pela Constituição Federal, conforme citado no artigo 5º, parágrafo IX, que diz:

"É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença".


Os artistas, grupos e companhias integrantes da Rede Estadual de Teatro de Rua do Rio de Janeiro atuam em todas as regiões da cidade, levando a sua arte para o público de todas as camadas sociais. Encontram-se há anos exercendo seu ofício pelas ruas desta cidade e nunca se depararam com uma forma de repressão tão violenta, que contraria este momento de construção da democracia, no qual estamos vivendo nesta cidade. De acordo com a Rede, o protesto estima reunir cerca de 1.000 mil pessoas, de alguma forma, ligadas às Artes de Rua, como o Mestre Amir Haddad, os grupos Tá na Rua, Cia de Mystérios e Novidades, Grupo Off-Sina, Teatro em Cordel, Teatro Itinerante, Filhotes de Leão, CUCA/UNE, entre outros.

sábado, 31 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Neste fim de semana

Em Santa Teresa, de graça!

No convite está dia 18, mas é dia 24!

sábado, 17 de outubro de 2009

Futuro Público

Escrevo uma novela com Heyk Pimenta, Pedro Chammé e Victor Meira, a Futuro Público S/A.
O capítulo "Herança Genética e Flacidez de Caráter" já está lá: http://futuropublico.wordpress.com/
Aguardem cenas do próximo!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

No pagode do Paulinho, da Viola













*Domingo, Paulinho da Viola de graça pelo aniversário dos sei-lá-quantos anos do CCBB. Separei três das músicas que mais gosto, atenção nos versos porque "o tempo é um pássaro de natureza vaga".

sábado, 10 de outubro de 2009

3 dias de chuva incansável

Enquanto eu corria entre os carros, a chuva batia urgente às gotas e oxidava a mecânica das coisas utilitárias.
Os movimentos rijos e atrofiados nas articulações. Nada mais fluia. Tudo entornava. E com pressa.
Um instante de luz nas retinas um atropelamento que não acontece e mais um mimo pro mundo das possibilidades. Na superfície das superficialidades os sentidos se forjavam sem pausa dramática ou espaço para retirada de cena. É o aqui-agora gritando a ação de passos certos. É a multidão sem face. É o desbotamento da situação. É o diluir-se à quem não se sabe. Tudo é identitário. Eu nada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia doce

Crianças e Crionças ávidas à espera de um saquinho de doce. São cosme e São Damião na guarda e mochila nas costas!rs

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Toda noite eu sei que amanhã tem mais



Tenho ouvido direto os mineiros e essa é uma das músicas que me diz muito.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sobre Flores

Seu rosto me lembra a floração das camélias
Numa tarde desgostosa de primavera.
Sem sol de poente sob pétalas, só sombras e,sal.
Nebulosas pesando sobre a vida
Seu mais cruel colorido
Para morrer em segundos.
Sem choro e cheiro.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Não vá se perder por aí

Você agora desenha monstros em árvores e ri sozinho sem estímulo aparente. Está ficando louco. Queria ser escultor quando mais novo e agora, aos 77, tenta resgatar o tempo do sonho se embrenhando em matagais e parques no meio da cidade. Quem passa comenta, alguns com respeito outros com deboche e desprezo. Fazem pouco caso de seu talento e de suas proposições. São grandes bestas, talvez até maiores que você. Criaturas sem poesia e sem tessitura ocupando espaço no mundo. Sei disso tudo e, por essas e outras questões, te admiro. Você se permite o ridículo, isso é lindo e pra poucos!

Amorzinho, desocupei um espaço da casa especialmente para suas atividades artísticas. Não é nada majestoso, mas é digno e suficiente para um homem de seu tamanho. Contente-se com a vida real! Compreendo suas razões e sua tentativa de fuga das mesquinharias diárias, da mediocridade gratuita. Você é sábio, nossos filhos te amam e nossos netos sentem orgulho de surfar com um avô manchado de tinta. Mas creio que esteja exagerando em algumas coisas, outro dia cismou que era um urso e pior, eu uma galinha! Isso não se faz com um amor de anos, com uma história como a nossa. Já superei todo tipo de maluquices e traições, agüentei calada escândalos de amante em padarias e dividas no botequim, mas isso é impossível de suportar. Preciso de um tempo.

sábado, 5 de setembro de 2009

Lua


"A lua quando ela roda é cheia brilhante meia-lua... Mente quem diz que a lua é velha, mente quem diz."

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Movimentos

Estar presente, completamente presente, com seu lugar, seus movimentos, seus pés. Um passo de cada vez ritmando os processos internos... Assim é possível ouvir o outro e suas proposições. Exercício forte, simples e transformador.




Fui ali enquanto você dormia. Prometo que volto assim que eu acordar.



Inteira em mim, só e inteira... (Awilda em cena)



...questiono (Carol)

O que te move enquanto se move?

Ah!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

No passar dos dias

Awilda!!

Exercício.

Colocando questões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Amor, dúvidas e vingança. (ainda o 1º dia)

Na terrível zona de sombras habitada pelos amantes em desalinho eles se debatiam. Pelo freio da polidez quase santidade, ele sobrevivia. A carne roxa, dura, tensa. Nunca suas diferenças foram tão flagrantes quanto agora, um casal avesso pelas pálpebras, antiestético, antiético e sem futuro feliz. Ela uma galinha, ele um urso. Ela soberba, Ele sórdido. Eles, uma tarde.

Sem muito se importar, ela passa por ele. Vira as costas. O ignora solenemente. Ele, palpitando o amor partido, mantém uma expressão cordial. Rosto plácido, sereno. Talvez não esteja feliz, mas aparenta um contentamento satisfatório. Semblante de promessa e um rabisco inicial. Desenha sobre uma tela presa na árvore algo ainda indecifrável.

No outro lado da vida-folha o rabisco forma uma figura assustadora, ele mantém a expressão de contentamento misturado a algo menos nobre. Os caroços da memória e lampejos de libido. E espasmos de lucidez. E a figura feia e ela com medo. Ela totalmente entregue à imagem. A bichinha está assustada, apavorada, com as penas murchas, postura de quem perdeu. Quer chorar e não sabe como. Voltou por medo, covardia, dúvida, falta de entendimento. Ele cruel. Ela galinha.



*Um exercício que me propus, uma leitura da carta que postei abaixo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

1º dia de residência artística

"Da janela lateral... Vejo uma igreja e um sinal de glória. Vejo um muro branco e um vôo pássaro..."


Trabalho!!



A carta que escolhi.

Frente...

...E verso.

Pé 40 de unhas vermelhas.rs


O grupo

:)
Cartas na mesa.


A turca! Zeynep Gunsur e suas anotações.


*O dia começou assim, um exercício sugerido por um de nós, onde, sentados em círculo, tivemos que trabalhar/ perceber nosso corpo e o corpo do outro e terminar a coisa fazendo rolamentos pelo chão e subidas e descidas em espiral (daquelas que só quem faz dança contemporânea sabe fazer.rsrs). Um breve intervalo de 10 minutos, uma descida até o supermercado ao lado, duas pêras pra chicotear a fome e outro exercício criativo, dessa vez proposto pela Zeynep, que consite em escolher uma das cartas(todas estão em turco e endereçadas à ela) dispostas à nossa frente e trabalhar seu conceito em movimentos ou coisa que o valha. A carta que tirei parecia um convite, ela disse não ser, disse que o conceito era "Amor" e "dúvida". Um urso, uma galinha, dúvidas, amor e uma árvore como suporte... Ao me perguntar o que a imagem me passava, cheguei em outro conceito, "Vingança".Ela gostou. Escrevi umas coisas sobre a galinha, o urso, a coisa toda. Uso outro post pra pôr esse texto aqui, senão a coisa fica muito grande.

domingo, 9 de agosto de 2009

Residência artística

A partir de terça-feira começo uma residência artística com Zeynep Gunsur
Eu e mais 15 artistas convidados. Sempre evitei a armadilha dos blogs, a auto-referência, mas sendo isso parte do meu trabalho, acho válido. :)
Maiores informações : http://panoramafestival.com/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nada será como antes, amanhã- parte II


Um espelho.

na Chapada
dos Veadeiros.

a gente anda e anda...

e no caminho encontra... o stencil boy


Em Planaltina o operário tem vez...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nada será como antes, amanhã- parte I


Cavaleiros marginais. Nossa arma é a poesia!

Suco de aguardente...

Poemas ilegais na contra-mão.



Axé,Brasília!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Procura-se

"Vou suave, bebendo água na cuia." Volto djá!

domingo, 12 de julho de 2009

Resmungos sepultados no sofá sem espuma

'“Cada coisa em mim ardia”, ardia como ficção, como oferenda culinária de mãe, como rebanho entorpecido no temporal, como seios de viúva. Eu, do alto de meus trinta e sete anos de dentes alvos e bem cuidados, sentia o direito à covardia e à bem- aventurança de pizza fria de anteontem. Meu filho, de juventude insuportável, assumiria em breve os magros negócios da família e poderia então, comprar sua própria droga, dever seu próprio aluguel e produzir sentimentos legítimos em criaturas tão despreparadas quanto ele. A vida tem seu jeito de resolver as coisas, embora seja bestialmente humano, tenho momentos de lucidez, aceito a falta de coerência das desimportâncias. Numa ocasião tive o desejo de ser coveiro, de ser poderoso. Somente eu seria agente, o outro calado e inerte. Sempre. E desaguaria meus traços de vida em pessoas feito eu. Seguiria assim, acompanhando a dissolução da matéria humana, gradativamente menos interessante. Eu, um quase-ser, como tantos outros vagando por aí. Mas enquanto planejava o destino em silêncio, os acontecimentos fluíam. Abri a porta da cozinha pra ela e me fudi. Ela perguntou as horas e me ofereceu queijo. Não despertou em mim grandes sentimentos, mas seus peitos eram lindos. Me descontrolei e fiz um filho. Por cima eu perguntava “hoje começa nossa história?” Ela com seu gemido prateado, parecia prever, parecia saber. E riu. A partir de então passei a lamber nucas desconhecidas com a emoção de um herói, com a soberba da ereção. Minha nudez não mais faz corar, meus pêlos são ralos e minhas secreções libidinosas me dão a dimensão do indivíduo que sou. Fui obrigado a blefar seriamente.