terça-feira, 7 de abril de 2009

Pelo correio

Um terço de rio escorria pelo corpo dela. Água da pleura em óleo fervente. Ela ria, ria lascivamente sem piedade na pele, com gosto. A mulher chovia nas esquinas, amanhecia no gozo . Era louca. Remetia cartas anônimas escritas com bico de pena aos desaventurados e covardes. Um corpo ocupa o outro. Volúpia com brilho das noites de fogo e estrela, onde o vento assopra pra não morder. Preste atenção nos selos, na grafia e nos prazos. O endereço é um código.
Responda quando possível.

9 comentários:

Mari disse...

uau!!!!

dudv disse...

excelente!!!!!!!!!!

sabina anzuategui disse...

oi, raquel
que gostoso esse texto.
pedido de amiga: escreva mais assim, quentinho, com descrições carnais, porque ando muito precisada!

Caco disse...

"tropeçavas nos astros desastrada"

william galdino disse...

Um texto na medida certa Rachel,como um telegrama sem palavras desnecessárias.
Carta pra molhar as mãos.

Flávia Muniz disse...

!onde o vento assopra pra não morder!" gostei disso!


bj

Sylvia Regina Marin disse...

Belo texto escrito por uma bela mulher.
Beijos de sua eterna admiradora.

diogo henriqueS disse...

Cara, me lembrei de Cortázar.

Victor Meira disse...

Eu, como leitor, só posso ver "pelo correio" como um enigma.

Poesia bonita, Rachel, linda.