quarta-feira, 4 de junho de 2008

Maio de 68- O livro!


Maio de 68

Na voz de seus protagonistas

A Azougue Editorial dá prosseguimento à coleção Encontros com a publicação comemorativa dos 40 anos de Maio de 68. O livro dá voz através de entrevistas e depoimentos a alguns responsáveis pelos principais movimentos e pensamentos da contracultura no final da década de 1960. Marcuse, Sartre, Daniel Cohn-Bendit, Adorno, Lefebvre, Edgar Morin, Peter Coyote e Timothy Leary são alguns dos entrevistados ao calor da época.

Organizada por Sérgio Cohn e Heyk Pimenta, a edição nos possibilita entender melhor alguns grupos como os Diggers, os Situacionistas e os Provos. E perceber que muitas garantias constitucionais e muitos direitos individuais e coletivos que surgiram naquele que foi um dos mais importantes períodos do século XX.

Coleção Encontros: a arte da entrevista

A Coleção Encontros visa resgatar a entrevista como meio privilegiado de comunicação: valendo-se de uma linguagem informal e abordando questões imediatas, torna-se um espaço estratégico para a atuação de intelectuais e artistas na criação de um mundo múltiplo, solidário e sustentável.

Em cada volume da Coleção Encontros trazemos um olhar abrangente sobre o tema, com uma seleção criteriosa de depoimentos de diversos momentos e contextos de sua trajetória.

Sobre os autores

Daniel Cohn-Bendit foi líder do movimento estudantil 22 de Março, que daria início ao que ficou conhecido como Maio de 68. Em 1987 publica Nós que amávamos tanto a revolução. Atualmente é deputado no parlamento europeu no partido verde na Alemanha.

Jean-Paul Sartre, o mais importante dos filósofos existencialistas. Em 1938 escreve A Náusea, em 1943 escreve O ser e o nada. Em 1964 recusa o Prêmio Nobel de Literatura. Participa do jornal libertário Libèrtacion em 1973. Morre em 1980 em Paris.

Edgar Morin foi um dos primeiros pensadores a escrever sobre Maio de 68, em A Brecha. É sociólogo, antropólogo, historiador e filósofo, polêmico, é considerado um dos maiores intelectuais contemporâneos.

Maurice Joyeux militante e pensador marcante para o anarquismo francês.Serralheiro, desde cedo militante sindicalista e libertário, editor da revista libertária La Rue. Autor de A anarquia e a revolta da juventude de 1970 e Anarquismo e surrealismo de 1988.

Henri Lefebvre filósofo marxista e sociólogo francês. Teve entre seus temas a comunicação e o espaço urbano, foi grande critico do estruturalismo. Escreve em 1969 O direito à cidade e em 1970 A revolução urbana.

Roel van Duyn, inspirado pelo anarquismo, pelo Dadaísmo, por Herbert Marcuse e pelo Marquês de Sade, logo se tornou a maior força dos Provos. Foi precursor na luta pela quebra de monopólio da informática e pelo computador pessoal.

Rudi Dutschke defendeu a necessidade de trazer a guerrilha urbana às metrópoles da Europa. Em abril de 1968, foi baleado na cabeça, por um operário de extrema direita. Em 1974, publica sua dissertação sobre Lukács. Engaja-se pelo Partido Verde. Morre aos trinta e nove anos, em 1979, em conseqüências das seqüelas do atentado.

Herbert Marcuse, um dos expoentes da Escola de Frankfurt, radicado nos Estados Unidos, por causa da segunda grande guerra. Sua obras Eros e civilização, de 1955, e em O homem unidimensional, de 1964, fizeram eco aos movimentos estudantis dos anos 1960.

Theodor Adorno, filósofo e sociólogo alemão, um dos críticos mais ácidos dos modernos meios de comunicação de massa. Em 1947 escreve Dialética do iluminismo, ao lado de Horkheimer, e

Mínima Moralia em 1957.

Alan Watts, filósofo e escritor. Um estudante da religião comparativa. Importante intérprete e um popularizador de filosofias asiáticas no Ocidente. Em 1973 publica do Brasil A Sabedoria da

Insegurança.

Allen Ginsberg, poeta, autor do poema Uivo, que inaugura o que ficaria conhecido como geração beat, em 1955 na Six Gallery em San Francisco. É figura-chave nos protestos contra a guerra do Vietnã e pelas liberdades sexuais. Em 1987 Publica no Brasil A queda da América, poemas.

Gary Syder, inspirador e central figura da geração Beat e da contracultura americana, precursor da consciência ecológica e a valorização das culturas orientais e nativo-americanas. Em 2005 publica no Brasil Re-habitar, Azougue Editorial, ensaios e poemas.

Timothy Leary, um dos ideólogos da contracultura. Foi também um dos maiores entusiastas da revolução cibernética. É autor de The Psychedelic Experience, 1966, The Politics of Ecstasy, 1967 e Flashbacks, 1989.

Barry Milles, escritor, foi editor da IT - International Times, revista contracultural inglesa. Dono da galeria Indica, ponto de encontro dos artistas e ativistas de Londres. Escreveu biografias dos Beatles e de Willian Burroughs e foi co-autor da auto-biografia de Paul McCartney, Many years from now.

Peter Berg, dramaturgo norte-americano, foi membro dos Diggers.

Peter Coyote, ator norte-americano, foi membro da Trupe de Mímica de São Francisco e dos Diggers. Atuou em filmes de Roman Polanski, Pedro Almodóvar e Walter Salles, entre outros.

Abbie Hoffman, ativista e pensador fundamental na constituição do partido do International da juventude (Yippie) e da contracultura dos Estados Unidos. Foi preso e perseguido. Permaneceu

como procurado da lei até os anos oitenta, usando o nome falso de Barry Freed.


Maio de 68

Organização: Sergio Cohn e Heyk Pimenta

Ed. Azougue Editorial

288 páginas

3 comentários:

Gustavo do Carmo disse...

Nada contra o seu texto, mas estou de saco cheio de ouvir falar em 68. rs

Heyk Pimenta disse...

hahaha, eu tbm esotu cheio já!
chega de saudade. 68 serve pra saber que a briga é dura e é possível. Mas a gente tem que olhar pro hoje!

Rachel! nossa, vc pôs o texto todo, que doidera. essa eu não esperava. achei um exagero... atrapalhou seu blog todo. hehehe

um abração!

Cintya disse...

o ano de 68 tá servindo pros oportunistas safarem um dinnheirinho e os saudosistas sentirem um gostinho do que passou, ou não...os só ter na estante um "mais do mesmo"...eu, amante total de "Anos Rebeldes" e assuntos afins, acho muito triste tanto se escrever sobre a ditadura, as militâncias e etc, mas não abrir os arquivos necessários para dar mais vergonha á esse país...
Não dá pra viver de 1968 só pra encher o porquinho, fazer o pé de meia...e esse país, o nosso, em tantas coisas, tantos assuntos degringola pro oba-oba...que medo é esse? ou é só festa??? bom, uma andorinha não faz verão, mas lá no fundinho ainda acredito, como as pessoas naquele ano, que não quer calar, acreditavam