sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Casório

À sombra da nuvem bege quase cinza clara, azul

Resplandecentes olhos inebriados de fogo e metal gelatinoso-vivo.

Tesão gosto acre às quatro, da manhã, de quase raiando dia novo sobre o velho pós-amanhã de “juntos para Sempre até que a morte os separe” em vida.

Acaju de sensações pasteurizando a pele pós-coito pré-nupcial

Que lambe

Lambe

Lambe

E chupa

Convenções pardas domingo dia de missa.

4 comentários:

Elmo Thompson disse...

uma das coisas que mais me intriga nos teus textos, Rachelzita, é que, sendo eles mais curtos ou mais longos, em prosa ou versos, poemas contados ou contos poemados, há sempre o travo da desunião, a melancolia da fagulha do fim, seja em dia de casório, seja em dia de velório. Não por acaso rimam, pois guardam as mesmas sensações de naftalinas guardadas no fundo do armário ou do coração. Esse travo do desfazer-se, tão caro ao humano de nós, só você capta assim, e assim mesmo de de infinitas maneiras. Nunca me canso... beijão, querida

Mari disse...

hmmm

sabina anzuategui disse...

olá, anda sumida... vai casar mesmo?

Lua da Paz disse...

Ooorra, gostei pra caraio desse.