terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dias 28

Um laço de coisa ao lado da calçada marcando a extremidade da cena. Um pixe saltando de euforia, destacando-se dos demais por dissociação de idéias e asfalto. Não havia calor que freasse os instintos de uma tarde circunflexa e fechada em iconografias pessoais forjadas em tintas tristes de funk carioca. Folhas finas, fininhas, inhas, de papel em constituição de signos, como representação de abandono ao vento de “bom dia”. Era o vazio fazendo cálculos e levantando folhas, pixe, euforia, inhas, tintas e cena. Em outro dia que fosse faria o que não havia até então feito para fazermo-nos, amém. Assim, um ritual –bricolagem do visto e sentido, apenas. Suave, pra depois do almoço, indigestão inha.

7 comentários:

Anônimo disse...

Afagos.

Gaja disse...

Um nada belamente descrito.

Ana Muniz disse...

Belo texto em novo layout clean!
;)

Bjs!

Gaja disse...

detalhando:
gostei demais da forma como faz a demarcação do espaço vazio, e do clima de possibilidades nao efetivadas.
Achei áspero, levemente truncado.

Wellington Oliveira ( MOSSAD) disse...

Fina retórica...

cassia disse...

"Em outro dia que fosse faria o que não havia até então feito para fazermo-nos"

Faria um música com isso, ou não sei, ta gostoso de falar...

a fonética encaixada. pelo menos está na mesma sintonia do jeito da minha lingua falar e os ouvidos ouvirem.

Anônimo disse...

um dia,muito tempo passado,uma lágrima furtiva e sentida rolou de sua face e caiu suavemente em minha perna ao som de suave canção.desde então a canção parou de tocar,mas o sentimento jorra absurdamente...